# As frases mais bonitas de Fernando Pessoa

Os versos e frases de Pessoa que todos citam, com o heterónimo que os assina (Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Bernardo Soares) e o livro ou poema de onde vêm.

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- 26 de jun. de 2021 · mochileira_algarve
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## Principais 12

1. **Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena.** (6 · ▲6 ▼0) — «Mar Português», em Mensagem (1934), o único livro em português que publicou em vida.
2. **Não sou nada. / Nunca serei nada. / Não posso querer ser nada. / À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.** (5 · ▲6 ▼1) — Álvaro de Campos, o arranque de «Tabacaria» (1928).
3. **Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal!** (3 · ▲3 ▼0) — «Mar Português», em Mensagem (1934).
4. **Quem quer passar além do Bojador / Tem que passar além da dor.** (3 · ▲3 ▼0) — «Mar Português», em Mensagem (1934), sobre o cabo que os navegadores dobraram em 1434.
5. **Minha pátria é a língua portuguesa.** (3 · ▲3 ▼0) — Bernardo Soares, Livro do Desassossego (publicado em 1982).
6. **Para ser grande, sê inteiro: nada / Teu exagera ou exclui.** (3 · ▲3 ▼0) — Ricardo Reis, ode de 1933.
7. **Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo.** (3 · ▲3 ▼0) — Bernardo Soares, Livro do Desassossego.
8. **O coração, se pudesse pensar, pararia.** (3 · ▲3 ▼0) — Bernardo Soares, Livro do Desassossego.
9. **O mito é o nada que é tudo.** (2 · ▲3 ▼1) — «Ulisses», em Mensagem (1934), sobre a fundação lendária de Lisboa.
10. **O poeta é um fingidor. / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente.** (2 · ▲2 ▼0) — «Autopsicografia» (1932), assinado pelo próprio Pessoa.
11. **O universo não é uma ideia minha. / A minha ideia do Universo é que é uma ideia minha.** (2 · ▲2 ▼0) — Alberto Caeiro, o «mestre» dos heterónimos.
12. **A solidão desola-me; a companhia oprime-me.** (2 · ▲2 ▼0) — Bernardo Soares, Livro do Desassossego.
13. **Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.** (1 · ▲1 ▼0) — «O Infante», em Mensagem (1934), sobre o Infante D. Henrique.
14. **Sou do tamanho do que vejo / E não do tamanho da minha altura.** (1 · ▲1 ▼0) — Alberto Caeiro, «O Guardador de Rebanhos», poema VII.
15. **O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia.** (1 · ▲1 ▼0) — Alberto Caeiro, «O Guardador de Rebanhos», poema XX.
16. **Viver não é necessário; o que é necessário é criar.** (1 · ▲1 ▼0) — Do texto «Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa», a partir do lema «Navegar é preciso; viver não é preciso».
17. **Todas as cartas de amor são / Ridículas.** (0 · ▲0 ▼0) — Álvaro de Campos, poema de 1935, pouco antes da morte de Pessoa.
18. **Sentir? Sinta quem lê!** (0 · ▲0 ▼0) — Do poema «Isto» (1933), resposta à «Autopsicografia».
19. **Grandes são os desertos, e tudo é deserto.** (0 · ▲0 ▼0) — Álvaro de Campos, poema de 1930.
20. **Pensar é estar doente dos olhos.** (-1 · ▲0 ▼1) — Alberto Caeiro, «O Guardador de Rebanhos», poema II.

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