# Os versos mais famosos de Carlos Drummond de Andrade

Da pedra no meio do caminho ao «E agora, José?» e ao anjo torto que mandou Carlos ser gauche na vida: os versos de Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) que todo brasileiro sabe de cor, com o poema e o livro.

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- 26 de ago. de 2022 · Diogo Nunes
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## Principais 13

1. **No meio do caminho tinha uma pedra / tinha uma pedra no meio do caminho** (7 · ▲7 ▼0) — Poema «No meio do caminho», do livro Alguma Poesia (1930).
2. **Itabira é apenas uma fotografia na parede. / Mas como dói!** (6 · ▲6 ▼0) — Poema «Confidência do itabirano», do livro Sentimento do Mundo (1940).
3. **Mundo mundo vasto mundo, / se eu me chamasse Raimundo / seria uma rima, não seria uma solução.** (5 · ▲6 ▼1) — Poema «Poema de sete faces», do livro Alguma Poesia (1930).
4. **O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, / a vida presente.** (5 · ▲5 ▼0) — Poema «Mãos dadas», do livro Sentimento do Mundo (1940).
5. **João amava Teresa que amava Raimundo / que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili / que não amava ninguém.** (4 · ▲4 ▼0) — Poema «Quadrilha», do livro Alguma Poesia (1930).
6. **Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra / disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.** (3 · ▲5 ▼2) — Poema «Poema de sete faces», do livro Alguma Poesia (1930).
7. **E agora, José? / A festa acabou, / a luz apagou, / o povo sumiu, / a noite esfriou.** (3 · ▲4 ▼1) — Poema «José», do livro José (1942).
8. **Tenho apenas duas mãos / e o sentimento do mundo.** (3 · ▲4 ▼1) — Poema «Sentimento do mundo», do livro Sentimento do Mundo (1940).
9. **Amor é o que se aprende no limite, / depois de se arquivar toda a ciência / herdada, ouvida. Amor começa tarde.** (3 · ▲3 ▼0) — Poema «O amor e seu tempo», do livro As Impurezas do Branco (1973).
10. **Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.** (2 · ▲4 ▼2) — Poema «Os ombros suportam o mundo», do livro Sentimento do Mundo (1940).
11. **Amar o perdido / deixa confundido / este coração.** (2 · ▲4 ▼2) — Poema «Memória», do livro Claro Enigma (1951).
12. **Lutar com palavras / é a luta mais vã.** (2 · ▲3 ▼1) — Poema «O lutador», do livro José (1942).
13. **Há vários motivos para não amar uma pessoa, e um só para amá-la; este prevalece.** (1 · ▲2 ▼1) — Aforismo do livro O Avesso das Coisas (1987).

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